Preciso de um solvente.
Alguma coisa que dissolva o meio antes
do início e daí pra frente.
Algo que valha a alma.
O trem que não se pega,
adentra o peito.
Entre uma esquina e
de manhã cedo.
O mundo era maior e
mais perto.
Sorriso aberto
de lua em seu leito.
Flamboyants se espalmam
por onde passo e penso.
Não me tenho quieto.
Me adenso.
(Daya Gibeli / Augusto Feres)
22/10/2013